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Flacidez facial e harmonização orofacial: causas e avaliação

01 de julho de 2026·5 min·Por Dr. Rafael Lucci
Flacidez facial e harmonização orofacial: causas e avaliação

A flacidez facial é a perda progressiva de sustentação dos tecidos do rosto, resultante da redução do colágeno, da elastina e do suporte estrutural profundo. Na harmonização orofacial, sua avaliação e abordagem integram um campo específico de atuação do cirurgião-dentista habilitado, reconhecido pela regulamentação vigente do Conselho Federal de Odontologia.

O que é a flacidez facial e por que ela ocorre

O rosto é sustentado por camadas interdependentes: osso, gordura profunda, músculo, gordura superficial e pele. Quando qualquer uma dessas camadas perde volume ou tônus, as demais respondem de forma encadeada. A flacidez facial é a expressão visível desse desequilíbrio estrutural.

As causas mais frequentes incluem o envelhecimento natural, que reduz progressivamente a produção de colágeno e elastina ao longo dos anos, e o emagrecimento acelerado, que depleta compartimentos de gordura facial sem dar tempo ao tecido cutâneo de se adaptar. Outros fatores relevantes são a exposição solar crônica sem proteção, o tabagismo, padrões nutricionais desfavoráveis e predisposição genética.

Nos últimos anos, o emagrecimento rápido mediado por fármacos tem chamado atenção por produzir perda abrupta de gordura no rosto, tornando a flacidez facial uma queixa cada vez mais frequente em pacientes que alcançaram seu objetivo de peso corporal, mas percebem alterações na firmeza e no contorno do rosto.

Como o cirurgião-dentista especialista em harmonização orofacial avalia a flacidez facial

O cirurgião-dentista com formação em harmonização orofacial realiza uma avaliação morfológica e estrutural do rosto que considera proporcionalidade, qualidade cutânea, distribuição de volumes e a relação entre estruturas ósseas, musculares e de tecidos moles.

Nessa avaliação, são observados aspectos como o grau de ptose dos tecidos (descida do posicionamento anatômico), a presença de sulcos de expressão aprofundados, a perda de definição do contorno mandibular e malar, a qualidade da superfície cutânea e a espessura aparente da derme. A anamnese detalha o histórico do paciente: variações de peso, hábitos, expectativas e contexto de saúde geral.

Essa leitura estrutural é o que diferencia uma indicação fundamentada de uma abordagem genérica. Não existe protocolo universal para flacidez facial: cada rosto apresenta uma combinação singular de fatores causais e, portanto, cada plano de cuidado é necessariamente individual.

Quais abordagens minimamente invasivas o cirurgião-dentista pode indicar

Dentro do escopo reconhecido pelas Resoluções CFO-198/2019 e CFO-230/2020, o cirurgião-dentista habilitado em harmonização orofacial dispõe de categorias de abordagem que atuam sobre diferentes camadas do problema da flacidez facial.

Bioestimuladores de colágeno

São substâncias injetáveis que, ao serem introduzidas em planos específicos do tecido, estimulam a produção endógena de colágeno ao longo das semanas e meses seguintes. O objetivo não é preencher volume de forma imediata, mas promover uma reorganização progressiva da matriz dérmica. Os efeitos costumam se desenvolver de forma gradual, tornando-se perceptíveis semanas após a aplicação, conforme a resposta biológica individual de cada paciente.

Preenchimentos com ácido hialurônico

O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente nos tecidos e, quando aplicado em pontos estratégicos, pode reposicionar estruturalmente regiões que perderam suporte, devolvendo contorno e sustentação a compartimentos específicos do rosto. Na abordagem da flacidez, o preenchimento atua menos como adição de volume e mais como restauração de apoio anatômico.

Fios de PDO

Os fios de polidioxanona são introduzidos nos tecidos por meio de agulhas ou cânulas, com o objetivo de criar um suporte mecânico nas camadas subdérmicas e estimular a produção de colágeno ao redor do fio. Conforme ele é absorvido pelo organismo, o tecido neoformado ao seu entorno contribui para a firmeza local. A indicação depende da extensão e da localização da ptose tecidual, avaliadas individualmente.

Toxina botulínica no contexto da flacidez

Embora associada principalmente à suavização de rugas dinâmicas, a toxina botulínica também pode ter indicação na flacidez facial quando há músculos que, pelo seu padrão de contração, contribuem para o deslocamento inferior dos tecidos. O relaxamento seletivo desses músculos pode complementar outras abordagens, favorecendo a sustentação da região tratada.

Por que a abordagem da flacidez facial mudou nos últimos anos

A harmonização orofacial contemporânea deslocou parte de sua atenção da volumização isolada para a reestruturação qualitativa dos tecidos. Isso reflete uma compreensão mais aprofundada de que adicionar volume sem considerar a qualidade da pele e a sustentação das camadas mais profundas pode produzir resultados desproporcionais.

O olhar atual privilegia o estímulo à biologia dos tecidos: produção de colágeno, reorganização dérmica, suporte estrutural progressivo. Essa mudança de perspectiva torna o planejamento ainda mais dependente de avaliação técnica individualizada, já que as camadas e os mecanismos envolvidos na flacidez variam de paciente para paciente.

O que esperar de uma avaliação presencial

A avaliação presencial é o único contexto em que o cirurgião-dentista pode analisar a tridimensionalidade do rosto, a qualidade real dos tecidos e a inter-relação entre as estruturas. Imagens fotográficas e consultas à distância não oferecem as informações necessárias para um planejamento responsável.

Na consulta, o profissional escuta o histórico do paciente, examina o rosto em diferentes ângulos e expressões, e explica quais categorias de abordagem podem ser pertinentes para aquele caso específico. O plano resultante é uma proposta, não uma promessa: a resposta biológica de cada organismo é individual e os resultados variam.

Perguntas frequentes

O cirurgião-dentista pode tratar flacidez facial?

Sim. O cirurgião-dentista habilitado em harmonização orofacial tem competência reconhecida pela regulamentação do CFO para indicar e realizar procedimentos minimamente invasivos voltados à flacidez facial, como bioestimuladores de colágeno, preenchimentos, fios de PDO e toxina botulínica, sempre após avaliação presencial individualizada.

Qual abordagem é indicada para flacidez facial: bioestimulador ou fios de PDO?

Não há resposta única: a indicação depende do grau e da localização da flacidez, da qualidade da pele, do histórico do paciente e dos objetivos do tratamento. As abordagens podem ser complementares. Somente a avaliação presencial com profissional habilitado define o planejamento adequado para cada caso.

A flacidez causada por emagrecimento acelerado tem tratamento na harmonização orofacial?

A perda rápida de gordura facial pode resultar em flacidez e perda de contorno que, em muitos casos, se enquadram no escopo de abordagens minimamente invasivas da harmonização orofacial. A avaliação presencial é essencial para identificar as camadas afetadas e as estratégias pertinentes para cada situação específica.

Se você tem dúvidas sobre flacidez facial e deseja entender quais abordagens podem ser pertinentes ao seu caso, agende sua avaliação na ArtFace, em Balneário Camboriú, com o Dr. Rafael Lucci dos Santos, cirurgião-dentista especialista em harmonização orofacial.

Artigo assinado por

Dr. Rafael Lucci

Cirurgião-Dentista, Especialista em Harmonização Orofacial